sexta-feira, 28 de maio de 2010

PS, PSD e CDS juntos para novo tango



Bloco propôs que o Governo regionalize a atribuição dos apoios directos aos agricultores, com o objectivo de tornar a distribuição destas ajudas directas mais justa. No entanto, PS, PSD e CDS opuseram-se.

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Bloco propôs que o Governo regionalize a atribuição dos apoios directos aos agricultores, com o objectivo de tornar a distribuição destas ajudas directas mais justa. No entanto, PS, PSD e CDS opuseram-se.

A Comissão Parlamentar de Agricultura debateu esta semana o projecto de Resolução do Bloco que recomenda ao Governo que regionalize a atribuição dos apoios directos aos agricultores, o chamado Regime de Pagamento Único (RPU), com o objectivo de tornar a distribuição destas ajudas directas mais justa. No entanto, PS, PSD e CDS opuseram-se e, previsivelmente, tudo deverá continuar na mesma: uns poucos a receberem quase tudo, enquanto que a esmagadora maioria recebe migalhas.

De facto, quando olhamos para a distribuição das ajudas directas em Portugal nos últimos anos, verifica-se que, do montante total, uma grande fatia, que corresponde a 75% do bolo todo, foi para apenas 8% dos agricultores, enquanto que os restantes 92% de produtores receberam uma mísera fatia de 25%.

Torna-se muito difícil justificar esta elevadíssima concentração de apoios directos nas mãos de um punhado de grandes explorações, ainda para mais quando se sabe que a maioria do tecido produtivo agrícola português é constituído por pequenas explorações, muitas delas familiares. Tudo isto assume ainda maior gravidade quando sabemos que para receber aquelas ajudas nem é preciso produzir e quanto mais terra se tiver, mais se recebe.

Isto passa-se porque os mesmos critérios que são utilizados para a atribuição das ajudas no Sul também o são no Norte, apesar de todos sabermos que num caso predomina o latifúndio, enquanto que no outro é o minifúndio. Deste modo, a modalidade actual de aplicação do RPU tende a beneficiar as explorações agrícolas mais extensas e mais produtivas, mesmo que não produzam, em detrimento de todas as outras.

Esta opção foi da responsabilidade do Governo português e não da UE. Na realidade, o RPU pode ser afectado aos agricultores de acordo com duas modalidades muito distintas. Uma traduz-se na atribuição com base no registo histórico individual das ajudas directas objecto de “desligamento” (ausência de relação entre apoios e produção)e recebidas no triénio 2000-2002. Na outra modalidade, o montante global de direitos de pagamento atribuídos a cada Estado-membro é repartido primeiro por regiões e, depois, em cada uma delas e segundo critérios que promovam maior equidade, atribuído aos agricultores.

Erradamente, Portugal optou pela primeira modalidade. A recomendação pela regionalização do RPU, defendida pelo Bloco e apoiada pelo PCP na Comissão Parlamentar, possibilita uma melhor e mais justa repartição por todos os agricultores. Regionalizar o RPU permite apoiar as explorações agrícolas mais vulneráveis e situadas em zonas desfavorecidas, contribuindo para combater o risco do abandono e da desertificação, permitindo também associar as ajudas à dimensão das responsabilidades de gestão territorial e ambiental assumidas por cada agricultor. Estimularia a produção em todo o território (Portugal importa 70% do que consome) e contribuiria para fixar jovens na agricultura, nomeadamente em sectores modernizados como no caso da agricultura biológica.

Tanto o PS como o PSD e o CDS-PP rejeitaram esta opção pela regionalização do RPU durante o debate em Comissão, o que faz adivinhar que votarão em Plenário contra o projecto de Resolução apresentado pelo Bloco.

Ao conhecido par PS/PSD que já dançou no PEC, juntou-se agora o CDS para mais um tango, desta vez para impedirem em conjunto que alguma coisa mude para melhor na agricultura portuguesa.

Estudantes por empréstimo


Veja aqui o blogue, e, assine aqui a petição Pela Igualdade no Ensino Superior.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O PEC – Programa de Empobrecimento Colectivo e o bloqueio económico e político

Primeiro, o orçamento, agora o PEC. Haverá quem ainda não tenha percebido que, há muitos anos estamos em processo de empobrecimento, agora acelerado, a caminho do genocídio?

Sumário

1 - Um plano de fundo

2 - As especificidades do reino socratóide

2.1 – As debilidades da inútil burguesia portuguesa

2.2 – A História recente

3 – O famoso PEC

3.1- O RSI ou Regime de Supressão de Indigentes

3.2- Subsídio de desemprego

3.3- Perseguição aos desempregados

3.4- Apoios para manutenção do emprego ou aos desempregados

3.5- O papel do congelamento do IAS (Indexante dos Apoios Sociais)

3.6- O aumento da carga fiscal

3.7- Rendimentos de gestores de empresas com prejuízos

3.8- Pagamento de prémios a gestores

3.9 - Eliminação dos benefícios fiscais associados a seguros de vida e acidentes pessoais

3.10 - As privatizações

3.11 - Os intocáveis na gestão do Estado socratóide

Este e outros textos em:

WWW.Esquerda_Desalinhada.blogs.sapo.pt
http://www.scribd.com/group/16730-esquerda-desalinhada

sexta-feira, 19 de março de 2010


Sexta-feira, 26


Abertura do debate por Rita Calvário, deputada do Bloco de Esquerda

17h - 18h30 Painel I: A História das Alterações Climáticas

- Filipe Duarte Santos (Alterações climáticas), Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa

- Maria Roxo (Fenómenos climáticos extremos, usos do solo e degradação ambiental), Grupo de Ambiente da FCSH

- Jean-Pascal van Ypersele (Climatologia), IPCC, Nações Unidas, por vídeo-conferência. Vice-Chair of the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC)

19h - 20h30 Painel II: Ecologia e Sociedade

- Ian Angus (Eco-socialismo), founder and director of Socialist History Project; managing editor of Socialist Voice; founding member and Coordinating Committee Member of Ecosocialist International Network; member of Canadian Dimension editorial collective

- Carvalho da Silva (Trabalho e ecologia), Secretário-Geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional

- Pascal Canfin (Crise e ambiente), eurodeputado do grupo dos Verdes, vice-presidente da Comissão para a Crise Financeira, Económica e Social do Parlamento Europeu

22h - 24h Visualização do documentário “Pare, Escute, Olhe

e conversa com os autores Jorge Pelicano e Rosa Silva.



Sábado, 27


10h30 - 13h00 Painel III: Projectos de Investigação

Apresentação de projectos de investigação em curso sobre energias renováveis e redes de distribuição:

- Ana Estanqueiro (Energia eólica e dos oceanos)

- Jorge Maia Alves (Energia solar fotovoltaica)

- Farinha Mendes (Energia solar térmica)

15h - 16h30 Painel IV: Movimentos pela Justiça Climática

Mesa Redonda sobre a agenda de acção em 2010, com convite às organizações nacionais e com a presença de Tom Kucharz (Ecologistas en acción), David Rovics (Democracy Now), José Bové (movimentos rurais) e outros movimentos ecologistas.

17h - 19h Encerramento

- Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda

- Søren Egge Rasmussen, Aliança Verde Vermelha da Dinamarca

- Lothar Bisky, Presidente da European Left e do GUE/NGL

- Francisco Louçã, coordenador do Bloco de Esquerda

20h30 - 22h30Outro jantar é possívelna Cantina LX

23h - 01h Festa e concerto de encerramento na Cantina LX

- David Rovics

- Anonima Nuvolari



Actividades paralelas


Mercado de produtos biológicos / comércio justo

Em parceria com a Associação Agrobil (produtos biológicos) e a Associação Cores do Globo (Comércio Justo).


Programa pedagógico e cultural para crianças

Um programa pedagógico sobre clima e ecologia dedicado a crianças, realizado com a colaboração da Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental de Monsanto (DESA).